El proceso judicial en contra del Coronel Alfonso Plazas Vega ha estado infestado de irregularidades desde un comienzo, algunas
Em 6 de novembro de 1985, terroristas do grupo M-19 financiados pelo narcotraficante Pablo Escobar invadiram o Palacio da Justiça em Bogotá, mataram a tiros dezenas de pessoas, atearam fogo aos arquivos e montaram um arremedo de tribunal, exigindo que o presidente Belisario Betancur se apresentasse para ser “julgado”.
A chamado do presidente, tropas do Exército colombiano derrubaram com tanques as portas do edifício, mataram alguns terroristas, prenderam outros e libertaram 240 reféns, enquanto outros noventa morriam entre as chamas e tiros e o edifício se reduzia a um amontoado de destroços e cadáveres.
Quatro anos depois, os terroristas foram anistiados e, com a ajuda de seus agentes e simpatizantes infiltrados nos tribunais, abriram guerra judicial contra as autoridades, acusando-as de delitos variados e tentando destruir por meio da difamação aqueles a quem não tinham podido derrotar pela violência criminosa.
Obtiveram nisso vários sucessos isolados, mas sua vitória mais escandalosa veio em 14 de junho de 2010, quando o Coronel Luís Alfonso Plazas Vega, comandante das tropas que desalojaram os invasores do Palácio da Justiça, foi condenado pela Juíza Maria Stella Jara a trinta anos de prisão como culpado pelo desaparecimento de onze pessoas, entre terroristas e funcionários do Palácio, que teriam sido, segundo a acusação, retiradas do edifício, levadas à Escola de Cavalaria do Exército e assassinadas.
Logo após assinar a sentença, a Juíza fugiu para a Alemanha, alegando ameaças de morte das quais não exibiu a mais mínima prova.
Na verdade, ela teve motivos bem mais sérios para fugir. Prostituindo o poder judiciário para usá-lo como instrumento de vingança política, ela cometeu um crime hediondo, frio e premeditado, e sabe que se permanecesse na Colombia iria parar na cadeia, mais dia, menos dia, em lugar do Cel. Plazas.
Ela não só condenou um inocente, mas o condenou por um crime que jamais aconteceu. Não se trata de mero erro judiciário. Ela sabe perfeitamente o que fez.
Os “onze desaparecidos” alegadamente faltantes no cômputo final das vítimas encontradas no Palácio da Justiça nunca desapareceram. Os cadáveres de vários deles estão guardados numa geladeira na Universidade Nacional de Bogotá (entidade repleta de simpatizantes do M-19). Segundo a Rádio Caracol de Bogotá anunciou em 24 de fevereiro de 2010, quatro já foram identificados. Até o fim do processo, a juíza Maria Stella, obstinadamente, impediu que os advogados de defesa tivessem acesso ao laudo da autópsia. Dos “desaparecidos” restantes, uma já foi entregue a seus familiares pela Universidade, sem que a Juíza consentisse sequer em diminuir o número oficial de “desaparecidos” de onze para dez. Outra morreu em 1986, um ano depois dos combates, e foi enterrada no Cemiterio del Sur, em Bogotá, mas o depoimento do coveiro que a sepultou foi ignorado pela Juíza. De três outros o Exército indicou reiteradamente os lugares onde estão sepultados, mas a Juíza jamais consentiu que fossem exumados. Uma das moças que se viam nas fotos do resgate foi também apontada como “desaparecida”, mas logo surgiu na TV uma senhora declarando que a personagem das fotos não era aquela criatura e sim ela própria. A Juíza, para intimidá-la, colocou-a sob investigação por “falso testemunho”, mudando de assunto em seguida quando nada se conseguiu provar contra a idoneidade do depoimento. Feitas as contas, quantos “desaparecidos” sobram? Um. A Juíza nunca permitiu averiguar se é ou não é um dos que estão na geladeira da Universidade. O coronel foi condenado por um crime que jamais aconteceu.
Para dar a impressão de que aconteceu, a Juíza, além de bloquear o acesso às provas, ainda se valeu de vários depoimentos despudoradamente falsos.
A principal testemunha que disse ter visto os “desaparecidos” ser transportados à Escola de Cavalaria foi o cabo de Exército Tirso Sáenz. Ele afirmou ter participado da invasão, mas não pode ter estado no local porque, naquela oportunidade, estava na cadeia, onde, para cúmulo de ironia, cumpria pena por... falso testemunho! Mais tarde ele mesmo desmentiu seu depoimento, mas a Juíza não ligou a mínima: para condenar o Cel. Plazas, qualquer mentira serve, mesmo quando impugnada pelo seu próprio autor.
Um segundo testemunho decisivo foi o do cabo Edgar Villamizar, que, estando em outra cidade, não poderia ter visto nada na Escola de Cavalaria. Ele afirmou ter sido transportado à Escola, às pressas, num helicóptero do Exército, mas o Exército colombiano, em 1985, não tinha helicópteros. O homem voou por força de seus poderes mentais.
Terceiro testemunho: o auxiliar de polícia Ricardo Gámez disse ter participado da operação de resgate e lá ouvido o coronel Plazas ordenar o seqüestro dos onze reféns. Mas não participou de operação nenhuma, pois havia desertado da polícia em 1979.
Tudo o que aqui afirmamos pode ser conferido nos documentos reproduzidos no site http://www.palaciodejusticia.org/.
Com toda a evidência, a condenação do Cel. Plazas foi uma armadilha montada pelos acusadores com a patente cumplicidade da Juíza Maria Stella Jara. Entre aqueles, destacam-se, pela sua sanha vingadora e mendacidade compulsiva, o “Colectivo de Abogados José Alvear Restrepo” (milionário grupo de defensores da narcoguerrilha colombiana) e a Fiscal (Procuradora Geral) Angela Maria Buitrago, recentemente demitida do cargo por incompetência. Incompetência voluntária, esclarecemos, porque essa senhora deixou centenas de processos esperando na gaveta para poder devotar todo o seu tempo útil à realização do seu sonho dourado: a destruição do Cel. Plazas.
Em vista dos fatos, nós, abaixo assinados, clamamos às autoridades colombianas para que abram inquérito para averiguar e punir a conduta criminosa da Juíza Maria Stella Jara, da Fiscal Angela Maria Buitrago e do Colectivo de Abogados José Alvear Restrepo nesse processo iníquo. Mais que a liberdade de um inocente, é a honra da própria Justiça colombiana que está em jogo.
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